Vindima de Altitude 2019 – Cabernet Sauvignon na Serra Catarinense


Cabernet Sauvignon é a vitis vinífera mais cultiva em todo mundo, seguida da sua parceira em muitos assemblages, a Merlot.
Esta uva encorpada, de casca grossa e rica em taninos, é sucesso tanto na França (seu berço após o cruzamento entre Cabernet Franc e Sauvignon Blanc) quanto em qualquer lugar do globo.

Seu nome é de fácil reconhecimento, até por aqueles que consomem vinho eventualmente, e tornou-se sinônimo de vinhos de qualidade – quizas pela fama boa que construiu com alguns rótulos em sua trajetória.

Então, é natural que a Cabernet Sauvignon seja muito importante comercialmente -principalmente em mercados onde o consumo de vinho é algo recente ou em desenvolvimento, como é o caso do Brasil.Vinhedos do Monte Agudo 3

Esta é uma casta de colheita tardia, o que significa que seu ponto de maturação ideal demora mais a acontecer do que em outras, como é o caso da Merlot.
Eis porque, ao final da época da vindima é ela quem predominante colore de tinto os vinhedos com seus cachos ainda maturando.
Assim foi o cenário da visita aos Vinhedos do Monte Agudo, a 1.280 metros de altitude em São Joaquim, no último sábado do mês de março, a convite da organização da Vindima de Altitude.

Vinhedos do Monte Agudo 4Monte Agudo é um empresa familiar, com vinhedos que ocupam menos de 10 hectares de vinhas cultivadas em Y ou manjedoura – método usado em países com tradição vitivinícola, que garante maior incidência do sol aos cachos – e que ainda não possui estrutura para vinificação, por isto não se identifica como ‘vinícola’, mas sim como ‘vinhedos’.

Nosso grupo foi recebido pelas gestoras da empresa, as irmãs Carolina e Patricia Ferraz, na propriedade de bom gosto, bem cuidada e de paisagem deslumbrante.

Como o dia estava lindo e as vinhas carregadas de frutos, obviamente fomos direto aos vinhedos, onde há um cenário lindo para piquenique. Ali estavam cachos da Cabernet Sauvignon, já bastantes doces mas ainda em desenvolvimento, e ali ficarão por mais algum tempo até sua colheita – o qual pode acontecer no final de abril ou meados de maio, como comentou Carolina.

Vinhedos de Monte Agudo não tem vinho varietal de Cabernet Sauvignon. Mas, a variedade é usada no corte com a Merlot no vinho tinto que leva o nome dos vinhedos, e no seu espumante rosé, Sinfonia.
Além destes rótulos há o vinho rosé tranquilo, Sublime, que é um 100% Merlot, também um Sauvinon Blanc que ganhou o apropriado nome de Vivaz, e aquele que é o meu favorito: um Chardonnay, Unoaked, sem passagem por carvalho como o nome sugere, o qual está disponível somente no local.

Como se já não bastassem motivos suficientes para visitar a Monte Agudo, ainda há um restaurante que funciona durante todo o ano por agendamento e que serve pratos feitos com esmero e afeto. O cardápio é elaborado pela chef Kathia Rojas – também da família.
Khatia nasceu no Paraguai, mas incorporou bem a cultura da Serra Catarinense, valorizando os ingredientes locais.

Minha opção de menu incluiu Carpaccio de Frescal (uma variante do charque, adaptada à região do planalto catarinense), Confit de Pato guarnecido com purê de batata doce e mostarda, e Sorvete de doce de leite com coulis de frutos vermelhos para finalizar.
Durante o almoço degustei todos os vinhos, aproveitei para conhecer o lançamento Vivaz e reencontrar meu queridinho o Chardonnay Unoaked.

 

Monte Agudo é destino obrigatório para quem aprecia hospitalidade de qualidade, em um lugar incrível com vista para o monte que dá nome aos Vinhedos.
Vá com tempo para desfrutar, aproveite e saúde!

Marcia Amaral

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