Vindima de Altitude 2019 – Passione per il vino

Como última experiência na Vindima de Altitude 2019, visitamos, eu “rerevisitei”, a vinícola mais italiana do Brasil (scusami le altre cantine): Vinícola Leone di Venezia.

Depois de percorrer os vinhedos, vinícola e um brinde no jardim, degustamos vários vinhos na companhia dos proprietários Alcinita e Saul Bianco.

Nesta ocasião tivemos a oportunidade de provar, diretamente da barrica, a mais recente safra de um vinho que define o amor dos proprietários pela Itália, as castas italianas, e o estilo italiano de vinicultura: Passione – nome apropriado, para um vinho que expressa tudo isto.
Este é um vinho elaborado no estilo do Amarone.

O site Sonoma faz uma apresentação do Amarone de fácil entendimento, que reproduzo parcialmente aqui para explicar a conexão entre ambos.
O artigo menciona que o Amarone tem como  território de origem a província de Verona, na região do Vêneto, que fica a nordeste da Itália. É a maior região produtora de vinhos do país e onde também é produzido o Valpolicella, um dos vinhos italianos mais conhecidos e exportados.
Este tipo de vinho é feito com uvas passerizadas ou apassitadas. Depois de colhidos, os cachos são colocados em caixas ou esteiras e deixados por cerca de três a quatro meses sob a ação do ar para que desidratem. As uvas perdem cerca de 35% a 40% de seu peso, concentrando açúcares e também aromas.
O blend de uvas é composto de Corvina Veronese,  Rondinella e Mollinara.

Foi o próprio Saul Bianco quem coletou a amostra do ‘Passione 2016’ diretamente da barrica para degustação.
Isto porque, eu descaradamente pedi para provar o vinho que havia sido lançado a poucos dias ‘Passione 2013/2014’, e ele gentilmente ofereceu a safra 2016 por não estar presa à garrafa e por isto não necessitar de um decanter para abrir os sutilezas do vinho.

Para apresentar este vinho, nada mais apropriadas que as palavras do próprio Saul, as quais estão como um depoimento que conta a história de uma paixão, no contra-rótulo do recém lançado vinho:

“A primeira experiência com o Amarone dela Valpolicella foi uma garrafa comprada pelo meu irmão no início dos anos 90. Um Rocca Sveva, dana época os vinhos Valpoliccela que chegavam aqui eram jovens, leves e simples.

Leone di Venezia (1)Mas, aquele mostrava uma incrível explosão de aromas e sabores, corpo estrutura de um vinho ímpar. Acabamos comprando todo o estoque da loja. daí para frente foi uma busca incessante pelos amarones que chegavam por aqui. mas a grande oportunidade surgiu quando fui para Itália estudar enologia em meados dos anos 2006 e 2007. Morando próximo de Verona, ” Um pulo” até a mágica região dos Amarones, tornou-se para mim e minha esposa, quase uma obsessão, a exploração daquele território e a descoberta de toda a riqueza dos Amarones. Mas muito mais que degustar, foi ter a oportunidade de visitar vinícolas e aprender com os enólogos e vinhateiros que elaboram os mais importantes amarones. as práticas agrícolas nos vinhedos os segredos de apassimento e os cuidados na fermentação. Quando iniciei o plantio das parreiras em 2008, em São Joaquim, fui em busca também das mudas das uvas Corvina, Rondinella e Molinara. A dificuldade na importação valeu a pena. Em 2014, com todas as uvas, deu para juntar as duas safras e encher uma barriga nova, onde está Joe por 24 meses. Esta foi a primeiríssima experiência. O Amarone é uma exaltação aos sentidos especialmente quando elaborado com esmero de um apaixonado. ”

Feliz é o Saul que consegue transformar sua paixão em um vinho. Felizes somos nós que podemos degustar e apreciar a qualidade dele.

Saúde!
Marcia Amaral

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